Veículos ainda com placa cinza estão com os dias contados. A obrigatoriedade da placa Mercosul também chega para quem não fez transferência, venda ou alteração de dados desde 2020. Até agora, a mudança só era exigida nesses casos.
Mas o cenário muda: estados já definem datas-limite e o Detran prepara novas regras. Quem espera evitar gastos deve ficar atento, pois o prazo para troca da placa cinza varia conforme seu estado. Em locais como São Paulo e Minas Gerais, o prazo final pode ser 2026, mas pode haver antecipações. Acompanhe o que muda, quanto custa e quando seu carro precisará da nova placa Mercosul.
A troca é inevitável: no máximo até 2026, todos os veículos com placa cinza deverão atualizar para o novo padrão já adotado em toda a América do Sul.
Por que a troca da placa cinza ficou obrigatória?
O modelo de placa cinza foi utilizado por décadas no Brasil. Era exigido para todos os veículos até o final de 2018. Mas, desde o início de 2020, só era obrigatório trocar ao transferir propriedade, mudar de município, alterar dados ou substituir placas danificadas.
Com o objetivo de padronizar a identificação veicular e melhorar a segurança, o sistema Mercosul foi implementado em todos os estados. Desde então, a placa cinza tornou-se exceção. Agora, para facilitar a fiscalização, combate à clonagem e integração de bancos de dados, a troca obrigatória para todos entra em fase final.
Segundo os Detrans regionais, a regulamentação visa alinhar o padrão brasileiro ao dos vizinhos do Mercosul, além de permitir reconhecimento automático e integrar sistemas policiais de diversos países.
Quem já é obrigado a trocar a placa cinza?
Desde a regulamentação nacional, são obrigados a trocar:
- Carros vendidos ou transferidos para outro proprietário;
- Veículos registrados em outro estado ou município;
- Alteração de características do carro (cor, carroceria, categoria);
- Placas danificadas ou ilegíveis.
Até então, carros antigos que não passaram por essas situações continuavam rodando com a placa cinza sem problemas. Nos próximos anos, essa tolerância acaba.
Prazos e datas para fim da placa cinza por estado
A data final para o uso da placa cinza varia no Brasil. O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e os Detrans estaduais determinam cronogramas próprios.
- São Paulo e Paraná: troca será obrigatória até o licenciamento de 2026.
- Minas Gerais: prazo semelhante, mas pode antecipar a obrigatoriedade para 2025 em algumas cidades.
- Rio de Janeiro, Goiás e Bahia: nova placa já é exigida em praticamente todos os processos, antecipando prazos.
O motorista deve consultar o Detran do seu estado para saber o calendário local. Quem não cumprir pode ter problemas ao renovar o licenciamento e até enfrentar multas.

Quanto custa a troca da placa cinza para o modelo Mercosul?
A troca da placa cinza pelo novo padrão tem custo variável:
- Preço médio entre R$ 150 e R$ 250, de acordo com estado e local de emplacamento;
- Taxa do Detran para vistoria, que pode chegar a R$ 150 em capitais;
- Valores cobrados pelas estampadoras credenciadas variam conforme a região e o tipo de placa (carro, moto, caminhão);
Quem agenda e paga a taxa, pode fazer o serviço em postos oficiais ou estampadores parceiros do Detran.
Documentos necessários para trocar placa cinza
- Original e cópia do CRLV (Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo);
- Documento de identificação e CPF do proprietário;
- Comprovante de pagamento das taxas do Detran;
- Comprovante de endereço atualizado;
Alguns Detrans pedem agendamento prévio pelo site. Sempre leve o veículo para vistoria, pois a numeração deve ser conferida na hora.
Como é feita a troca: passo a passo
- Agende no site do Detran do seu estado ou vá diretamente ao posto de atendimento;
- Leve todos os documentos, faça a vistoria e pague as taxas;
- Receba autorização e dirija-se à estampadora credenciada para aquisição da nova placa;
- A placa Mercosul é instalada e registrada no sistema do Detran.
O processo geralmente ocorre no mesmo dia, dependendo da disponibilidade na estampadora.
Vantagens da placa Mercosul
- Mais resistente e difícil de falsificar ou clonar;
- Padrão único para todos os países do Mercosul;
- Reconhecimento automatizado em pedágios e fiscalizações eletrônicas;
- Manutenção simplificada do histórico do veículo em bancos de dados nacionais e internacionais.
O que acontece se não trocar a placa cinza até o prazo?
Quem não cumprir a exigência da troca pode ter problemas no licenciamento de 2026, como bloqueio do CRLV, impossibilidade de transferir ou vender o veículo, além de riscos de multa durante fiscalização de trânsito.
A recomendação é se programar para não deixar para a última hora e evitar filas e dificuldades.
Perguntas Frequentes
Quem pode manter a placa cinza após 2026?
Não será permitido continuar com a placa cinza após os prazos fixados pelo Detran de cada estado. Todos deverão migrar para o padrão Mercosul.
Existe multa para quem não trocar a placa cinza?
Sim. Circular sem a placa regulamentar resulta em infração grave, podendo gerar multa e retenção do veículo.
Posso pedir a placa Mercosul antes do prazo obrigatório?
Sim. Qualquer proprietário pode solicitar a troca espontaneamente a qualquer momento, desde que pague as taxas e siga o procedimento no Detran.
Quanto tempo leva para trocar a placa cinza?
Normalmente, o processo ocorre em poucas horas, caso a vistoria e o pagamento das taxas estejam em dia e haja disponibilidade da estampadora.
Veículos de colecionador com placa preta também terão que trocar?
Sim, veículos com placa preta também passarão para o padrão Mercosul, que inclui a nova versão de placa para carros históricos e de coleção.














