Caminhoneiros iniciam paralisação em São Paulo nesta segunda-feira (13), cobrando votação urgente da MP do Frete; cerca de 70 manifestantes reunidos em Santos.
Abrava (Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores), representada por Wallace Landim, está se mobilizando para pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a votar a Medida Provisória 1.343 antes de perder a validade.
O bloqueio afeta principalmente transportadores rodoviários autônomos, que reivindicam regras mais rígidas sobre o piso mínimo do frete e proteção contra exploração econômica.
Até o momento, a Polícia Militar e a Autoridade Portuária de Santos informam ausência de impactos relevantes no tráfego, mas a preocupação é concreta devido à proximidade do prazo da MP.
O que motivou a paralisação dos caminhoneiros em julho de 2026?
A paralisação dos caminhoneiros foi deflagrada para pressionar o Senado Federal a colocar em votação a Medida Provisória 1.343, que cria novas regras para a contratação de fretes rodoviários e institui um piso mínimo obrigatório para o setor. O anúncio do movimento partiu do presidente da Abrava, Wallace Landim (“Chorão”), após semanas de tentativas de negociação sem resposta do legislativo.
A concentração inicial ocorreu na Rua Augusta Scaraboto, em Santos, com monitoramento da Polícia Militar. Apesar da mobilização, as operações portuárias e o fluxo de veículos permanecem normais, conforme apontam a Autoridade Portuária de Santos e a Polícia Rodoviária Federal.
Quais são as reivindicações e objetivos do movimento dos caminhoneiros?
O principal objetivo dos caminhoneiros é garantir a aprovação da MP 1.343 antes do prazo final, em 16 de julho, evitando que a norma perca validade. A principal reivindicação é o estabelecimento do piso mínimo do frete, ampliando mecanismos de fiscalização e aplicação de multas entre R$ 100 mil e R$ 1 milhão para empresas infratoras.
A categoria também demanda a isenção de pedágio para caminhões que circulam vazios e a redução do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) aplicado sobre combustíveis. Essas medidas, segundo as lideranças, são vistas como essenciais para reequilibrar as condições de trabalho e custos operacionais dos transportadores autônomos, principalmente à luz do aumento dos custos logísticos no país.

Declarações de representantes dos caminhoneiros e do governo
Em vídeo publicado nas redes sociais, Wallace Landim reforçou a insatisfação da categoria: “Estamos há duas semanas cobrando resposta e o Senado não deu retorno. Nossa orientação é interromper viagens e acompanhar até terça-feira se a MP será votada.”
Até a última atualização, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ainda não havia emitido posicionamento público sobre o tema. A Autoridade Portuária de Santos reforçou, em nota oficial, que as operações seguem normalmente e que eventuais bloqueios têm sido liberados mediante solicitação. A Polícia Rodoviária Federal declarou que não identificou pontos críticos nas rodovias federais e estaduais e mantém o monitoramento constante.
O que prevê a Medida Provisória do Frete e quais as consequências de não ser votada?
A MP do Frete, publicada em março e aprovada pela Câmara em 17 de junho, estabelece novas regras para contratação de fretes e regulamenta o piso mínimo com base na Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas. A proposta exige cadastramento das viagens via CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte) e amplia penalidades caso as empresas não cumpram o piso estabelecido.
Se não houver aprovação do Senado até 16 de julho de 2026, a MP perde validade e as novas regras deixam de vigorar, gerando incerteza jurídica e insatisfação entre os caminhoneiros. Segundo Landim, a medida representa avanço contra práticas que pagam valores abaixo do custo operacional dos motoristas.














