Uma possível mudança está prestes a impactar a forma como mulheres utilizam aplicativos de transporte: uma proposta recente exige que plataformas ofereçam o recurso bandeira rosa, focado em segurança e escolha para passageiras. A novidade não muda valores ou funcionamento dos aplicativos por enquanto, mas traz um olhar atento para demandas urgentes das brasileiras.
Com cada vez mais relatos de assédio e constrangimento, cresce a busca por viagens mais seguras no transporte por aplicativos. A bandeira rosa oferece uma solução inédita ao permitir que passageiras optem por motoristas mulheres, algo inexistente nos serviços atuais. O objetivo é reduzir riscos, promovendo mais conforto e confiança para milhares de usuárias no momento da chamada.
O que é a “bandeira rosa” nos aplicativos de transporte?
A bandeira rosa é uma nova modalidade prevista no Projeto de Lei 440/26, que determina que plataformas de transporte cadastrem e disponibilizem, de forma visível, a opção de motorista mulher para usuárias do sexo feminino.
O processo será simples: ao pedir uma corrida, a passageira poderá solicitar esse atendimento especial. O recurso será facultativo para as motoristas, quem não quiser participar, não será prejudicada profissionalmente, nem impedida de atuar em outras modalidades.
Por que essa mudança está sendo discutida?
Segundo a autora do projeto, deputada Ely Santos (Republicanos-SP), o principal motivo é o medo constante enfrentado por mulheres em deslocamentos diários. Dados mostram que episódios de assédio e violência ainda são comuns em grandes cidades, limitando o direito de ir e vir com tranquilidade. A proposta nasce deste contexto e tenta proporcionar um ambiente menos hostil e mais acolhedor durante as viagens urbanas.
Como vai funcionar na prática?
O texto do projeto exige que aplicativos atuem conforme normas de proteção de dados (LGPD). Isso significa que aplicativos como Uber e 99 precisarão autenticar passageiras e motoristas, assegurando privacidade e segurança das informações. Além disso, será obrigatório informar claramente que a bandeira rosa é uma medida complementar para a proteção da mulher.
Outra exigência do PL 440/26 é que motoristas possam escolher participar sem qualquer tipo de penalização. Não poderão sofrer restrição ou perda de ganhos por optarem por não atuar nesta categoria e continuam livres para acessar as chamadas tradicionais.

Quando a medida pode entrar em vigor?
O projeto está em análise nas comissões de Comunicação, Defesa dos Direitos da Mulher e Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. Para se tornar lei, precisa ser aprovado na Câmara e no Senado. Caso avance, aplicativos de transporte terão prazo regulamentado para adaptar seus sistemas e divulgar a nova bandeira rosa como recurso de escolha para passageiras.
Bandeira rosa é discriminação de gênero?
O próprio texto do projeto esclarece que a bandeira rosa não representa discriminação de gênero nem cria reserva de mercado. Trata-se de uma ação afirmativa e temporária, focada em equilibrar oportunidades e fornecer segurança extra para quem deseja. O objetivo é garantir atendimento mais protegido dentro das plataformas sem impor barreiras para outros motoristas ou passageiros.
Impactos para o mercado e aplicativos de transporte
Se aprovado, o projeto deve levar a mudanças importantes nos aplicativos de transporte, inclusive com novos mecanismos de checagem e sinalização nas plataformas. Empresas que descumprirem a medida ficarão sujeitas a sanções administrativas já previstas em normas federais. Além da adaptação tecnológica, será preciso investir em campanhas informativas para que passageiras e motoristas conheçam e utilizem a nova alternativa.
Perguntas Frequentes
O que é exatamente a bandeira rosa?
É uma opção oferecida em aplicativos de transporte que permite a passageiras escolherem motoristas mulheres no momento da solicitação da corrida. O objetivo é aumentar a segurança e o conforto de quem prefere esse atendimento diferenciado.
Quem pode aderir à modalidade como motorista?
A adesão será voluntária e aberta para todas as motoristas cadastradas no aplicativo. Não haverá punições para quem preferir não participar da bandeira rosa.
A bandeira rosa vale para todas as cidades do Brasil?
Se o projeto virar lei, a obrigatoriedade valerá nacionalmente, obrigando todos os aplicativos de transporte a implementar a modalidade independentemente da localidade.
Como passageiros e motoristas terão seus dados protegidos?
Os aplicativos deverão seguir as regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), garantindo confidencialidade, segurança das informações e transparência no uso dos dados.
Quando a proposta pode ser implementada nos aplicativos?
O projeto está em tramitação no Congresso. Só após aprovação na Câmara e no Senado a medida poderá ser implementada pelos aplicativos de transporte.














