O preço do estacionamento de shopping mais caro em 2026 atingiu novo recorde, com o ticket médio nacional chegando a R$ 18,21 e queda próxima de 21% no fluxo de veículos desde 2022. Consumidores que utilizam vagas em centros comerciais enfrentam elevação representativa desses custos enquanto a circulação automobilística nos corredores desses estabelecimentos continua em declínio.
Dados levantados pela empresa de mobilidade Veloe, controlada pela Elopar, mostram que o valor médio cobrado em estacionamentos saltou de R$ 13,34 em 2022 para R$ 18,21 em 2025, refletindo aumento de 36,5% em apenas três anos. Os números abrangem movimentação e tarifação em 500 dos aproximadamente 660 shoppings do Brasil.
A frequência é calculada com base no número de passagens de veículos em relação ao total de clientes Veloe, o que permite aferir que nem todos os consumidores passaram a acessar shoppings de carro no período. A queda afeta prioritariamente quem utiliza automóvel como meio de transporte principal para esses estabelecimentos.
O crescimento do valor do estacionamento de shopping ocorre em cenário de dificuldade para retomar o patamar de visitantes dos anos anteriores à pandemia, tanto pelo aumento do preço quanto pela concorrência de aplicativos de transporte e crescimento do comércio digital.
Preço do estacionamento de shopping em 2026: evolução anual e impacto no bolso
O valor médio do estacionamento de shopping em 2026 reflete um cenário de inflação acima dos índices gerais para esse serviço.
Segundo a Veloe, o ticket médio era de R$ 13,34 em 2022, subiu para R$ 14,96 em 2023, R$ 16,35 em 2024 e chegou a R$ 18,21 em 2025. Em três anos, o aumento acumulado ultrapassa 36%.
Esse movimento pressiona especialmente famílias e motoristas que frequentam centros comerciais em grandes cidades, onde shoppings são pontos de lazer, consumo e serviços essenciais. O valor do estacionamento em 2026 supera o praticado em boa parte das garagens rotativas de rua no centro das capitais, tornando-se uma despesa extra relevante.

Queda de carros nos shoppings acompanha alta nos preços
Enquanto o ticket médio dispara, a frequência de automóveis nas garagens dos shoppings reduz ano a ano. Em 2022, cada cliente da Veloe utilizava o estacionamento de shopping em média 1,15 vez ao ano. Em 2025, a média recuou para 0,91, retração de quase 21%.
A tendência indica comportamento do consumidor mais seletivo, estimulando a busca por alternativas como transporte por aplicativo e uso de delivery para aquisições que, antes, exigiam ida presencial até o centro comercial.
Especialistas do setor atribuem parte da queda nas visitas ao aumento das alternativas de lazer em casa e da competitividade do comércio eletrônico, diminuindo o apelo dos shoppings como principal destino de lazer e consumo presencial.
O que dizem as administradoras e alternativas para o setor
Em entrevistas, representantes das administradoras dos shoppings analisam hipóteses para a menor circulação de veículos. Entre elas, destacam-se a pressão para recompor receitas mexendo na tarifa do estacionamento e ampliando serviços agregados, como valets e reservas exclusivas. Em paralelo, há tentativas de transformar áreas vagas em depósitos temporários para lojistas, compensando parte das perdas de faturamento com fluxo reduzido de carros.
O tempo médio dos consumidores dentro dos shoppings permanece praticamente estável, oscilando de 117 minutos em 2022 para 115 minutos em 2025. Isso mostra que o perfil comportamental de quem vai de carro não mudou significativamente, apenas o volume total caiu.
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Perguntas Frequentes
Qual foi o aumento percentual do estacionamento de shopping em 2026?
Entre 2022 e 2025, o ticket médio dos estacionamentos subiu 36,5%, partindo de R$ 13,34 para R$ 18,21, segundo levantamento da Veloe.
O fluxo de carros caiu em todos os shoppings?
A redução foi generalizada. A frequência de uso caiu de 1,15 visita por cliente em 2022 para 0,91 em 2025, reflexo do movimento em cerca de 500 shoppings monitorados.
Alternativas de transporte devem continuar impactando o setor?
O crescimento de aplicativos de transporte e opções de delivery contribui para a queda na procura por vagas em shoppings, tendência que deve se manter enquanto o preço do estacionamento seguir alto.
O tempo médio de permanência dos motoristas mudou?
Não houve variação expressiva. O tempo médio de quem vai ao shopping permaneceu em torno de duas horas entre 2022 e 2025.
Os aumentos valem para todo o país?
Embora a pesquisa traga média nacional, variações regionais podem existir conforme o perfil do shopping e da cidade, mas a tendência de alta se mantém em todos os grandes centros.













