Nos próximos meses, mudanças prometem acontecer para quem acompanha inovação em mobilidade urbana, com testes intensos de eVTOLs, os chamados carros voadores, aproximando o início da produção em série no Brasil. O grande destaque fica para a Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer, que já acumula 50 voos de teste e projeta começar a fabricar unidades comerciais em 2026.
O protótipo realizou sua estreia em dezembro de 2025 e, até agora, totaliza mais de duas horas de voo, segundo a empresa. A Eve pretende iniciar ainda este ano a produção de seis protótipos de conformidade, etapa fundamental para obter aprovação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), exigência para começar a operar comercialmente.
A cada novo teste, os engenheiros ampliam avaliações de velocidade de cruzeiro, estabilidade, controle, consumo de energia, ruído e vibração do veículo. A evolução técnica foi destacada por Johann Bordais, CEO da Eve, ao afirmar que o marco dos 50 voos demonstra amadurecimento do programa. Confira a seguir os principais desafios e próximos passos para que os carros voadores se tornem realidade no Brasil.
Fabricação em Taubaté e capacidade de produção
As aeronaves são fabricadas em Taubaté (SP), local estratégico para logística e acesso a fornecedores do setor aeroespacial. A unidade conta com potencial de produzir até 480 carros voadores por ano, número relevante diante das estimativas globais da empresa.

Os equipamentos continuam em fase de aperfeiçoamento. A expectativa da Eve é que os eVTOLs estejam aptos para entrar em operação comercial em 2027, caso todas as etapas regulatórias sejam superadas sem atrasos.
Características técnicas dos eVTOLs da Embraer
O termo eVTOL se refere a veículos elétricos de decolagem e pouso vertical, projetados para transportar passageiros em trajetos urbanos com rapidez e baixo impacto ambiental. Embora a Eve ainda não tenha divulgado dados completos sobre motores, autonomia, velocidade ou capacidade de carga, é certo que o projeto prioriza eficiência energética, pouco ruído e operação automatizada.
Os carros voadores terão grande diferencial em rotas de curta e média distância em grandes centros, com autonomia suficiente para conectar bairros, aeroportos e centros empresariais em minutos. Cada unidade deve acomodar poucos passageiros para garantir leveza e eficiência, focando o transporte público compartilhado e premium.
Mercado brasileiro e projeções globais
As expectativas para o mercado de carros voadores no Brasil são altas, considerando fatores como congestionamento urbano crescente e grande concentração de população em áreas metropolitanas. A própria Eve projeta que, até 2045, a frota mundial alcance cerca de 30 mil eVTOLs e transporte mais de 3 bilhões de passageiros em todo o mundo.
No cenário nacional, especialistas aguardam definições sobre infraestrutura de pontos de decolagem, integração com transporte convencional e atualização das regras de certificação para viabilizar o uso comercial dos eVTOLs. O avanço também pode gerar empregos e movimentar fornecedores locais, aquecendo o setor automotivo e aeroespacial.
Preços, concorrentes e próximos passos
Até o momento, a Embraer não divulgou valores estimados para venda ou operação dos eVTOLs no Brasil. Globalmente, veículos desse tipo variam bastante de preço, mas espera-se que a adoção inicial se concentre em empresas de mobilidade e operadores especializados, não no consumidor individual.
Em relação à concorrência, marcas internacionais também desenvolvem projetos similares, como Volocopter, Lilium e Joby Aviation. No entanto, a Eve aposta na produção local e domínio técnico da Embraer para conquistar espaço relevante no segmento.
O início da produção dos carros voadores em 2026 marca um passo importante para posicionar o Brasil como referência mundial nessa nova era da mobilidade urbana. Acompanhe as próximas atualizações para saber sobre homologação, preços e primeiras rotas confirmadas.
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