A Volkswagen começará, em janeiro de 2027, a equipar as versões Comfortline e Highline do Virtus com câmbio automático de oito marchas. A configuração TSI, por sua vez, continuará utilizando transmissão manual. A mudança substituirá gradualmente o atual conjunto automático de seis velocidades.
Fornecida pela Aisin, a nova transmissão já está presente em modelos como Tera e T-Cross ano-modelo 2027. No Virtus, será combinada ao motor 200 TSI 1.0 turbo flex, capaz de entregar até 128 cv de potência e 20,4 kgfm de torque. A atualização representa uma nova etapa para o sedã produzido no Brasil.
A novidade coincide com o retorno da fabricação do Virtus a São Bernardo do Campo (SP), após sua passagem por São José dos Pinhais (PR). A planta paulista concentrará Virtus, Nivus e Polo Track, enquanto a unidade paranaense ficará com T-Cross e Tukan. O fim da produção da Saveiro, previsto para 2026, abrirá espaço para essa reorganização.
Mudança na linha de transmissão das versões Comfortline e Highline
O câmbio automático de oito marchas substituirá o atual de seis nas versões Comfortline e Highline, ambas equipadas com motor 200 TSI 1.0 turbo flex. O componente será fabricado pela Aisin, responsável também pelo modelo anterior (AQ200), garantindo continuidade da plataforma, mas com atualização no número de marchas. O objetivo é entregar maior eficiência e suavidade nas trocas, benefício já observado no T-Cross 2027.
Esse ajuste responde à busca da Volkswagen por alinhamento ao padrão de outros modelos recentes e aproveitamento da sinergia industrial da plataforma MQB A0, otimizando custos e processos. O novo conjunto promete mudanças perceptíveis na dirigibilidade e consumo, já em fase de preparação nas linhas da Anchieta.
Virtus TSI continuará com câmbio manual
A versão TSI do Virtus seguirá com transmissão manual de cinco marchas, mantendo o motor 1.0 turbo flex de 116 cv e 16,8 kgfm. Esta configuração é voltada ao público que prioriza condução mais direta e estrutura de preço mais acessível. Não há previsão de adoção do novo câmbio automático nesta versão, que desde o lançamento privilegia o perfil urbano e econômico.
Reorganização das linhas e impactos na produção
A saída definitiva do Virtus da fábrica de São José dos Pinhais permitirá à Volkswagen reorganizar a produção entre suas unidades de forma mais flexível, aproveitando a arquitetura modular MQB A0. A estratégia facilita a distribuição dos veículos conforme a demanda, reduz o risco de ociosidade nas linhas e evita a concentração excessiva de modelos em uma única planta.
Com a mudança, a unidade do ABC Paulista, responsável pela fabricação do Nivus e do Polo Track, assumirá integralmente a produção do Virtus. Enquanto isso, a fábrica paranaense ficará concentrada nos modelos T-Cross e Tukan.
Estrutura do portfólio Virtus no Brasil para 2026
No país são comercializadas cinco versões do Virtus no ano-modelo 2026, com valores entre R$ 114.390 e R$ 176.690, abrangendo três tipos de motorização. Sense e TSI trazem motor 1.0 turbo flex de três cilindros, cuja potência chega a 116 cv e 16,8 kgfm. A combinação pode ser manual ou automática de seis velocidades, conforme a versão.
Já as versões Comfortline e Highline, equipadas com a calibração 200 TSI, recebem até 128 cv com etanol e torque de até 20,4 kgfm. Estas inicialmente utilizam caixa automática de seis marchas, que será substituída pelas oito velocidades a partir do início de 2027. A versão topo, Exclusive, aposta no motor 1.4 turbo flex (250 TSI), com 150 cv e 25,5 kgfm, sempre com câmbio automático de seis marchas.
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