A BMW apresentou na terça-feira (29) a oitava geração do Série 3, que passa pela maior transformação em mais de cinco décadas de história. Mesmo com a chegada da versão elétrica, batizada de i3, o sedã continua com opções a gasolina, todas com sistema híbrido leve de 48 volts. Veja a seguir o que muda no visual, no interior e na mecânica.
O que muda na nova geração do BMW Série 3
Depois de sete gerações e cerca de 14 milhões de unidades vendidas no mundo, o modelo foi reformulado sobre uma nova plataforma. Ela permitiu que o carro crescesse e recebesse tecnologias que já estavam na versão elétrica, apresentada em março.
Apesar da mudança, o Série 3 não segue o caminho da eletrificação total. Na Europa, o sedã estreia com três motores a gasolina, com potência entre 156 cv e 443 cv. Os dois modelos, a combustão e o elétrico, vão conviver no mercado e dividem boa parte do desenho.
Visual traz grade iluminada e faróis estreitos
A identidade visual é marcada pelas assinaturas luminosas na dianteira e na traseira. Com o pacote Iconic Glow, a grade frontal ganha iluminação, o que facilita o reconhecimento do carro, principalmente à noite. Há ainda uma animação de luzes de boas-vindas quando o dono se aproxima com a chave.
Faróis e lanternas são finos e horizontais, e avançam pelas extremidades até quase se encontrarem no centro. As maçanetas são embutidas e se projetam quando o carro é aberto. Os arcos das rodas continuam musculosos, o teto panorâmico cobre toda a extensão da cabine e a bitola traseira é um pouco maior que a dianteira.
Sedã ficou maior, mas porta-malas segue como ponto fraco
Na comparação com a geração anterior, o novo Série 3 cresceu em todas as medidas:
- Comprimento: 4,77 m (5,2 cm a mais)
- Largura: 1,85 m (2,3 cm a mais)
- Altura: 1,46 m (0,7 cm a mais)
- Entre-eixos: 2,86 m (1 cm a mais)
O porta-malas, um dos pontos criticados no modelo anterior, passou de 420 para 450 litros. O volume ainda fica abaixo do esperado, mas supera o do i3, que oferece 420 litros atrás e mais 31 litros sob o capô. A versão elétrica é 2,5 cm mais alta e tem entre-eixos 3,7 cm maior, para acomodar a bateria.
Interior aposta em tela grande e assistente virtual
Por dentro, o sedã substitui o quadro de instrumentos tradicional pelo BMW Panoramic iDrive. Trata-se de uma faixa que percorre toda a largura da base do para-brisa e reúne três telas. No centro, a multimídia de 17,9 polegadas é levemente voltada ao motorista e, como opcional, pode ter o pacote Digital Premium, com vídeos e jogos para os ocupantes.
O volante tem aro grosso, diâmetro menor e quatro raios, com comandos sensíveis ao toque. Alguns deles são retroiluminados e mudam de branco para verde quando a função é ativada. O head-up display exibe gráficos animados com efeitos 3D e realidade aumentada.
O assistente virtual combina inteligência artificial e Amazon Alexa para conversar de forma natural durante a viagem. A chave digital pode ser cadastrada em até 18 celulares.
No console central, a alavanca de câmbio deu lugar a um seletor pequeno, e o espaço ganhou carregador por indução, botões de volume e freio de estacionamento eletrônico. O ar-condicionado digital pode ter até três zonas.
Três motores a gasolina com sistema híbrido leve
Os três motores europeus funcionam no ciclo Miller, que melhora a mistura de ar e combustível. Um pequeno motor elétrico auxilia o principal e ajuda a reduzir o consumo.
O 318, versão de entrada e com pouca chance de vir ao Brasil, usa um 2.0 de quatro cilindros com 156 cv e 25,5 kgfm. Vai de 0 a 100 km/h em 9,5 segundos, chega a 215 km/h e faz 13,3 km/l no padrão europeu.
O 320 usa o mesmo motor 2.0 turbo, ajustado para 211 cv e 33,7 kgfm. Acelera de 0 a 100 km/h em 7,4 segundos e atinge 240 km/h.
O topo da linha, por enquanto, é o M350 xDrive, com tração integral e motor 3.0 de seis cilindros em linha. São 443 cv e 59,1 kgfm, 56 cv a mais que o antigo M340i. A aceleração de 0 a 100 km/h leva 4,1 segundos, apenas 0,2 s a menos que antes. Com cerca de 100 kg a mais, o consumo piorou de 14,3 km/l para 12,2 km/l.

Preços na Europa e situação no Brasil
Na Alemanha, as vendas começaram na terça-feira (29). O 318 parte de 49.900 euros (cerca de R$ 296.495, em conversão direta), o 320 custa 5 mil euros a mais (R$ 326.204) e o M350 sai por 80.900 euros (R$ 480.691).
Os valores servem apenas como referência, já que no Brasil há imposto de importação e variação cambial. A BMW ainda não confirmou a chegada do modelo ao país. Como o salto tecnológico em relação ao atual, produzido em Araquari (SC), é grande, a marca deve precisar de investimentos para nacionalizar o novo sedã.
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