O Geely EX2 Max passou uma semana em teste e rodou cerca de 700 quilômetros entre trechos urbanos e rodovia. A avaliação percorreu cidade e estrada com a configuração mais completa do modelo.
O carro disputa espaço em um mercado aquecido. Entre janeiro e junho deste ano, o Brasil emplacou mais de 90 mil elétricos, com BYD e Geely na dianteira das vendas.
Confira, a seguir, quanto custa cada versão, o resultado do teste de autonomia, a ficha técnica completa e os pontos que incomodam no uso diário.
O que muda entre as duas versões e o que a garantia cobre
A versão Max sai por R$ 136.800, e a Pro, de entrada, por R$ 123.800. A diferença de R$ 13 mil não está na mecânica: as duas configurações têm as mesmas dimensões, a mesma bateria e o mesmo conjunto de 116 cv, e o que separa uma da outra é o pacote de equipamentos.
A cobertura de fábrica também é dividida em duas partes, e os prazos vêm acompanhados de limite de rodagem, informação que costuma ficar de fora dos anúncios.
| Cobertura | Prazo e limite | O que inclui |
|---|---|---|
| Bateria de tração | 8 anos ou 150 mil km | Motor elétrico, inversor e componentes de alta voltagem |
| Veículo | 6 anos ou 150 mil km | Peças e componentes não listados separadamente |
| Assistência 24 horas | 2 anos | Atendimento em todo o território nacional |
Vale o que vencer primeiro, prazo ou quilometragem. A garantia ainda depende das revisões feitas na rede autorizada e do uso de peças genuínas, condição que consta no manual da marca.
O volume de vendas ajuda a dimensionar o alcance do modelo. Foram 14.780 unidades emplacadas no primeiro semestre, atrás do BYD Dolphin, que registrou 18.054, e do líder do segmento.
O que o teste de autonomia mostrou na prática

Com a bateria carregada em 100%, o painel do carro prometia 356 quilômetros. Esse número é a estimativa do próprio veículo, calculada a partir do jeito de dirigir de quem estava ao volante.
Já o Inmetro, órgão do governo que mede a autonomia de todos os carros vendidos no país, chegou a um valor menor: 289 quilômetros. É esse o número oficial usado para comparar um modelo com outro.
O teste serviu para descobrir qual dos dois se aproxima mais da realidade. O carro rodou 303 quilômetros até a bateria cair para 10%, ou seja, foi mais longe do que a medição oficial e ficou aquém do que o painel havia prometido.
| Medição | Quilometragem |
|---|---|
| Autonomia oficial pelo Inmetro | 289 km |
| Indicação do painel com carga completa | 356 km |
| Percurso real até a bateria chegar a 10% | 303 km |
| Autonomia restante nesse momento | 41 km |
Na conta final, o carro rodou 4,8% a mais do que o número do Inmetro, e ainda sobrava carga no pacote de baterias. O comportamento muda na estrada, onde o consumo sobe: em um trecho de 120 quilômetros, o painel descontou 140 quilômetros de autonomia.
A bateria é do tipo lítio ferro fosfato, com 39,4 kWh. Em tomada de corrente alternada, a recarga chega a 6,6 kW. Em carregador rápido de corrente contínua, sobe para 70 kW, o que permite ir de 30% a 80% em 21 minutos.
Potência, medidas e velocidade máxima do elétrico
Na parte mecânica, o EX2 Max entrega 116 cv de potência e 15,2 kgfm de torque. A tração é traseira, e os freios são a disco nas quatro rodas.
Os números o colocam na faixa de um compacto urbano bem resolvido: a aceleração de 0 a 100 km/h leva 10,2 segundos e a velocidade máxima é de 140 km/h. Segundo a avaliação, o conjunto dá conta do uso diário sem deixar sensação de falta de força.
| Item | Especificação |
|---|---|
| Potência | 116 cv |
| Torque | 15,2 kgfm |
| Aceleração de 0 a 100 km/h | 10,2 segundos |
| Velocidade máxima | 140 km/h |
| Comprimento | 4.135 mm |
| Largura | 1.805 mm |
| Altura | 1.580 mm |
| Entre-eixos | 2.650 mm |
| Porta-malas | 375 litros |
| Peso | 1.300 kg |
A ressalva aparece em velocidade mais alta na estrada, onde a suspensão mais macia que a da concorrência tira estabilidade do conjunto.
Na cidade, o tamanho joga a favor. Com pouco mais de quatro metros de comprimento, o hatch cabe em vagas apertadas, e a câmera com visão 360 graus da versão Max facilita as manobras.
Os detalhes que incomodam no uso diário
Nem tudo agrada na configuração topo de linha. O carregador de celular por indução não tem ventilação, característica comum em modelos chineses, o que esquenta o aparelho durante o uso.
O ar-condicionado também recebeu crítica: o painel não exibe a temperatura em graus e mostra apenas uma barra colorida. A central multimídia só faz o pareamento por cabo, sem conexão sem fio.
O acabamento das portas é outro ponto levantado, com pedido de materiais mais macios ao toque. Em compensação, a lista da versão Max inclui piloto automático adaptativo, alerta de mudança de faixa, farol alto inteligente, banco do motorista com regulagem elétrica e acionamento remoto.
Em segurança, as duas versões trazem seis airbags, controle eletrônico de estabilidade, controle de tração, freios com sistema antibloqueio, controle de descida em rampa, assistente de partida em rampa, monitoramento da pressão dos pneus e fixação ISOFIX para cadeirinha.
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