O Governo de São Paulo adiou a implantação do sistema free flow na Anchieta-Imigrantes e manteve o pedágio em R$ 40,60 em 2026. A decisão foi anunciada após a revisão do projeto, sem uma nova data definida para o início da cobrança eletrônica, que dependerá de ajustes na estrutura da rodovia.
Como será a cobrança do free flow na Anchieta-Imigrantes?
A cobrança em free flow será feita por pórticos instalados nos dois sentidos das rodovias, eliminando a necessidade de parar para pagar pedágio.
Quando implementado, motoristas pagarão R$ 20,30 tanto na descida quanto na subida, somando o valor atual de R$ 40,60, mas diluído nas viagens de ida e volta pela serra. As motocicletas permanecerão isentas da tarifa mesmo após o início do novo sistema, conforme regra pré-definida.
Por que o governo adiou a implantação do free flow?
O governo de São Paulo suspendeu o início do sistema para realocar um pórtico na pista norte da Imigrantes, buscando evitar impacto para os habitantes do Pós-Balsa.
A transferência do pórtico contribuirá para que comunidades indígenas e rurais da região não sejam oneradas injustamente, uma vez que essas populações utilizam a rodovia como principal via de circulação.
Onde estão localizados os pórticos e como ficam as praças de pedágio?
O equipamento no sentido litoral da Imigrantes permanece no km 29, já o da pista norte passará ao km 38. Na Via Anchieta, os dois pórticos ficam no km 33, mas, até a operação comercial, todos seguem ativos apenas para monitoramento do tráfego, sem cobrança efetiva pelo sistema eletrônico.
Portanto, até a liberação final do novo modelo, o pagamento segue exclusivamente nas praças físicas tradicionais. Não há previsão oficial de quando será autorizada a operação definitiva do free flow.
Como pagar o pedágio depois que o sistema eletrônico começar?
Os proprietários de veículos terão duas formas de pagamento: por tags eletrônicas, para cobrança automática, ou via internet, após a passagem pelo pórtico, regularizando a situação diretamente no site da concessionária responsável.
Conforme determinação da Deliberação 277 do Contran, durante a transição do free flow, o usuário tem até 16 de novembro para regularizar débito do pedágio eletrônico sem multa. Após essa data, o prazo de quitação volta a ser de 30 dias.
O motorista que não quitar o valor corre risco de multa por evasão de pedágio (art. 209 do CTB), no valor de R$ 195,23 e aplicação de cinco pontos na CNH.

Quando o sistema free flow realmente vai iniciar?
Ainda não foi definida uma data para o início da cobrança eletrônica na Anchieta-Imigrantes. Segundo a CNN Brasil, o novo cronograma dependerá da conclusão das alterações nos pórticos, adiando temporariamente a mudança para os motoristas em 2026.
Até a publicação de um calendário oficial ou novo anúncio do governo estadual, continua valendo o sistema atual, onde apenas quem se dirige ao litoral paga R$ 40,60, diretamente nas cabines tradicionais.
O que muda para os motoristas enquanto o free flow não entra em vigor?
Enquanto isto, motoristas enfrentam o mesmo esquema tradicional, sem desconto ou divisão do valor, o que impacta diretamente quem faz o trajeto de ida e volta no mesmo dia. A expectativa é que o novo sistema traga mais fluidez ao trânsito quando liberado, mas, por ora, nada muda na rotina dos pagamentos.
Vale lembrar que qualquer tentativa de evasão, furando cabines ou ignorando o pagamento após passar por pórtico, resulta em autuação automática e penalização administrativa, conforme legislação vigente.
Perguntas Frequentes
- Motocicletas precisam pagar o free flow?
Não, motociclistas permanecem isentos da cobrança, mesmo com a implantação do novo sistema. - O valor será dividido nos dois sentidos com o free flow?
Sim, após a implantação, a cobrança será de R$ 20,30 na descida e R$ 20,30 na subida, totalizando R$ 40,60. - Quais são as consequências para quem tenta fugir do pagamento?
A evasão de pedágio gera multa automática, conforme prevê o artigo 209 do CTB. - Existe previsão para desconto para moradores locais?
No momento, não há política de descontos para moradores, mas comunidades buscam negociação junto ao governo.
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